Um globalismo cristianizado?

A rejeição categórica do diagnóstico econômico e das soluções propostas pelo Papa Bento XVI deve, portanto, vir junto com o apoio mais decidido aos valores gerais que ele proclama. E a melhor maneira de fazer isto é mostrar que esses valores vão no sentido precisamente oposto ao dos remédios que ele propõe.
Por Olavo de Carvalho
Fonte: Mídia Sem Máscara
Em qualquer texto doutrinário que vise a influenciar de algum modo a vida política, é preciso distinguir três níveis: (1) os princípios morais e políticos gerais proclamados ou implícitos; (2) a análise da situação concreta, e (3) as ações sugeridas ou apoiadas. No primeiro nível, a encíclica Caritas in Veritate proclama a necessidade de fundar toda política social na caridade, e esta na verdade: "Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é a luz que dá sentido e valor à caridade." No segundo nível, oferece um diagnóstico totalmente falso das causas da presente crise econômica. No terceiro, sugere como remédio aos males da economia atual a intensificação e ampliação das mesmas causas que os determinaram. Por mais que eu respeite a pessoa do Papa e a santidade do seu ofício, não posso ver aí verdade nenhuma, nem portanto caridade, exceto se por esta palavra entendermos as boas intenções ineficazes que a própria Encíclica condena.
Desde logo, Bento XVI apresenta como causa fundamental dos problemas atuais a desregulamentação da economia e a redução das redes de segurança social, que trazem "grave perigo para os direitos dos trabalhadores, os direitos fundamentais do homem e a solidariedade atuada nas formas tradicionais do Estado social." Precisamente ao contrário, a ampliação desmesurada da previdência social - quase sempre forçada por meio dos mesmos argumentos agora usados por S. Santidade - foi que causou a falência do sistema bancário e, portanto, dos Estados que nele se apóiam. É verdade que "os sistemas de segurança social podem perder a capacidade de desempenhar a sua função", mas não porque o mercado foi desregulamentado e sim porque lhes falta dinheiro para atender às exigências crescentes de ONGs ativistas, "movimentos sociais" e organismos internacionais, inclusive em favor da imigração ilegal. Quando Bento XVI oferece como solução para a crise econômica o aumento do poder regulador desses organismos, ele esquece que esse poder já veio crescendo, nas últimas décadas, ao ponto de impor a muitos países obrigações sociais que sua economia não suporta.
Por outro lado, é claro que muito do falatório liberal em favor da "abertura dos mercados" não veio de nenhum amor sincero ao liberalismo econômico, mas como expediente maquiavélico para debilitar os Estados nacionais e transferir sua soberania a organismos globais controladores, de modo que tanto as vantagens quanto as desvantagens daquela abertura concorressem igualmente para o acréscimo do poder da elite globalista.
Os beatos de sempre vão assegurar-nos, é claro, que a nova Encíclica não é um manifesto de apoio ao governo global. O texto mesmo dá-lhes o desmentido formal: "Para sanar as economias atingidas pela crise, ... urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial" investida de "poder efetivo". Como modelo dessa autoridade, S. Santidade sugere... o Estatuto das Nações Unidas! Publicada com poucos dias de antecedência da nova reunião dos líderes do G-8, que já proclamam a necessidade de adotar em escala mundial uma política de "estímulos" como a implantada pelo presidente Barack Obama nos EUA, qual outro efeito real pode ter essa Encíclica senão o de um incentivo legitimador a que esses indivíduos façam precisamente o que querem fazer? Se, enquanto isso, o desemprego que Obama prometia eliminar cresce a olhos vistos, levando o próprio vice-presidente Joe Biden a confessar que a política alegadamente salvadora se baseou numa interpretação errada da economia, isso não impede Sua Santidade de endossar como certa essa mesma interpretação errada e de sugerir que a solução fracassada seja ampliada em escala mundial.
A obstinação dos altos círculos católicos na idolatria do "controle global" não vem de hoje. Como o próprio Bento XVI reconhece, "depois da queda dos sistemas econômicos e políticos dos países comunistas da Europa Oriental,... na seqüência dos acontecimentos do ano 1989, o Pontífice (João Paulo II) pediu que o fim dos 'blocos' fosse seguido por uma nova planificação global do desenvolvimento, não só em tais países, mas também no Ocidente." Ou seja, do fracasso total do maior experimento de economia planificada já tentado neste mundo, João Paulo II concluía que era preciso mais planificação ainda, e de dimensões globais.
Não se trata, aqui, de fazer a apologia abstrata da liberdade de mercado. É verdade que a modéstia na intervenção estatal coincide universalmente com a prosperidade (o Índice de Liberdade Econômica do Hudson Institute prova isso ano após ano), mas, como já tenho explicado dezenas de vezes, em geral essa liberdade vem hoje articulada a um projeto político que só a expande em escala local para melhor estrangulá-la no plano mundial. Nenhuma referência a essa maliciosa articulação de estratégias se vê na encíclica de Bento XVI. Reconhecendo embora o poder criativo do livre mercado, o Papa não só faz a apologia do maior controle burocrático, mas sugere que dele participem as entidades da "sociedade civil", como se não tivesse sido justamente a pressão dessas entidades - quase sempre apoiadas num discurso enganosamente cristão e subsidiadas pela elite globalista - que levou à destruição do sistema bancário.
Se, em aparente compensação, Bento XVI exorta os planificadores globais a orientar suas ações num sentido cristão, ele não fornece nem a mais mínima sugestão prática de como realizar essa cristianização do globalismo. A proclamação dos valores cristãos paira no céu da generalidades abstratas, enquanto, no plano da ação prática, só o que se sugere é a ampliação dos controles globais. Sem conexão com as medidas efetivas sugeridas, o apelo à verdade e à caridade funciona, nesse documento, tão-somente como um adorno retórico, embelezando um programa político que não tem com ele a menor conexão lógica e que oferece, como solução do mal, a ampliação das causas que o geraram. Os líderes do G-8 estão livres para brandir a encíclica Caritas in Veritate como um poderoso argumento em favor de políticas que já haviam escolhido de antemão.
Para piorar formidavelmente as coisas, é público e notório que o poder globalista em expansão, longe de se inspirar no que quer que seja de genuinamente cristão, tem como um de seus objetivos professos - intimamente associado às suas políticas econômicas -- a implantação de uma religião universal biônica, na qual a Igreja Católica, expurgada de seus elementos tradicionalistas, se integre como um instrumento dócil da maior farsa espiritual já tentada no universo (v. documentação cabal em Lee Penn, False Dawn. The United Religions Initiative, Globalism and the Quest for a One-World Religion, Hillsdale, NY, Sophia Perennis, 2004). Ao longo do texto, Bento XVI esperneia, aqui e ali, contra o relativismo e a descristianização, como se estes males viessem do ar e não do mesmo establishment globalista cujo poder ele procura expandir.
O dilema em que esse documento coloca os católicos é temível: deverão eles, por obediência ao Papa, colaborar com o fortalecimento do mesmo poder global que os estrangula e vai tornando inviável o exercício público da sua fé, ou, ao contrário, devem voltar-se contra o Sumo Pontífice, aprofundar ainda mais a divisão na Igreja e dar munição à campanha mundial anticatólica? Qualquer das duas alternativas é inaceitável. Enquanto os conservadores e cristãos não aprenderem que não é possível fazer face ao inimigo simplesmente "tomando posição" contra ou a favor disto ou daquilo, não haverá esperança para a humanidade senão a de adaptar-se servilmente a controles globais cada vez mais opressivos e anticristãos. A estratégia do inimigo não é linear: ela é dialética. Ela articula forças contrárias, fazendo-as trabalhar pelo sucesso da síntese global. O que é preciso não é combater propostas isoladas - favorecendo na esfera cultural o que se abomina na da política, ou cedendo na economia aquilo que se pretende defender na esfera cultural -, mas compreender a lógica total do "sistema do Anticristo" e oferecer-lhe resistência integral, tão articulada quanto a estratégia de que ele se serve.
A rejeição categórica do diagnóstico econômico e das soluções propostas pelo Papa Bento XVI deve, portanto, vir junto com o apoio mais decidido aos valores gerais que ele proclama. E a melhor maneira de fazer isto é mostrar que esses valores vão no sentido precisamente oposto ao dos remédios que ele propõe.
Comentário da Semana de Gelio Fregapani
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Fonte: Defesanet
Assuntos: Meio ambiente
Recrudesce a pressão
7/jul/09 – ONGs do aparato ambientalista internacional e o Ministério Público abriram fogo contra a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Encabeçada pela Friends of the Earth, sediada na Holanda, ajuizaram ações pedindo a anulação das licenças ambientais já concedidas, alegando falta de informações suficientes sobre índios ‘isolados’.
O Ministério Público eventualmente ajuda a engessar a economia e o desenvolvimento ao encampar as teses ambientalistas das ONGs. Isto faz com que a sociedade perca a confiança que a instituição deveria merecer como guardiã da ordem jurídica, missão só possível se houver desenvolvimento.
Ao invés de se preocupar com a política ambiental, o MP deveria estar preocupado com a corrupção governamental, com a violência urbana, com a barbárie em que vivem os índios e com o tráfico de drogas.
Na OMC, os EUA e a União Europeia propuseram a criação de uma lista com 43 produtos benéficos ao ambiente, que teriam as suas tarifas comerciais eliminadas. A lista não incluía o etanol mas sim tecnologias e peças para painéis solares, equipamentos para energia eólica e outros que eles desenvolvem.
As novas regras da OMC têm ainda uma mensagem clara: que o Brasil, a China e outros “emergentes” terão que de acelerar os cortes de emissões de carbono e outras imposturas do receituário “verde” ou enfrentarão barreiras socioambientais no mercado internacional. Uma amostra desse "neoprotecionismo verde" pode ser aquilatada na atual blitz contra o setor pecuário brasileiro
Em Aquila
Aos poucos, a realidade socioeconômica vai se impondo sobre a ideologia baseada na farsa do aquecimento global antropogênico. Os governos da China e da Índia deixaram claro que não pretendem sacrificar seus planos de desenvolvimento com as irreais e inúteis reduções no uso de combustíveis fósseis.
As declarações sobre metas de emissões adotadas na cúpula do G-8 desta semana, em Aquila, Itália, devem ser recebidas com cautela. As restrições às emissões de gases de efeito estufa envolvem custos enormes em troca de ganhos incertos. O enfraquecimento do consenso anticarbono é evidente. A desaceleração global está forçando a repensar se o controle de emissões justifica o custo.
Me enganem que eu gosto - Reunião do G8
Os países mais industrializados concordaram em tentar limitar o aumento da temperatura do planeta a este nível até 2050. Os líderes do G8 acordaram que os países desenvolvidos devem cortar suas emissões de carbono em 80% até 2050, a fim de que a redução global seja de 50%. Só não dizem como. Talvez possam usar alguma energia alternativa, mas será para inglês ver. Para nós, eles têm a receita: Desmatamento zero; não mais hidrelétricas; fim da agricultura e pecuária; nada de asfaltamento de corredores de exportação; reflorestamento, mas só com plantas nativas e depois... alguma espécie de protetorado, para garantir o meio ambiente
Me enganem que eu gosto - ONGs
67 ONGs estrangeiras serão proibidas de atuar no Brasil, por não terem se recadrastrado. Do total das ONGs recadastradas, 27 têm como atividade intermediar a adoção de crianças brasileiras por estrangeiros. Outras 15 estão ligadas a pesquisas científicas e ao meio ambiente, atividades aparentemente inofensivas.
Do grupo cadastrado não constam ONGs internacionalmente conhecidas que atuam no Brasil, como a WWF e o Greenpeace. Essas organizações foram criadas no exterior, mas, como já estão nacionalizadas, não precisaram se recadastrar e podem continuar atuando normalmente no País.
Vacas Sagradas na Índia, Arvores Sagradas na Amazônia
Do arcebispo Dom Dadeus Grings, ao criticar o radicalismo ambiental em conversa com a senadora Kátia Abreu : “Assim como na Índia há vacas sagradas, aqui no Brasil parece haver árvores sagradas”.
Evolução da Crise Financeira
Os Estados Unidos foram a economia mais produtiva do mundo. Até os anos 60 eram auto-suficientes em tudo. Viciados em consumir, passaram de exportadores a maiores importadores de tudo. De credores a maiores devedores. Há muito que o alto consumo americano é sustentado pelo endividamento, sustentado por dólares impressos em quantidades cada vez maiores. Hoje há consenso de que foram criados mais dólares do que bens, e que isto só funcionou enquanto os demais o entesourassem, mas em algum momento a bolha estouraria.
Precipitada a crise, tentando dar fôlego à economia americana, Washington imprime novos bilhões sem lastro. Isto só pode piorar a situação. Na reunião dos países do BRIC (Brasil, Índia, China e Rússia), discutiu-se a criação de nova moeda internacional como alternativa ao dólar e moeda de reserva. Nada se resolveu, mas ficou a idéia
Claro que os Estados Unidos terão de reduzir ainda mais drasticamente suas importações. Então, os países que vivem de exportar para lá ficarão engasgados. Milhões de chineses perderão seus empregos. Brasil e Rússia ficarão com suas exportações reduzidas por falta de mercado. Pela primeira vez na história da humanidade, mais de um bilhão de pessoas, concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de subnutrição em todo o mundo”, adverte a FAO.
Já imaginaram as guerras e revoluções que isto provocará?
Enquanto isto, na Raposa
Reabrem-se os processos contra as lideranças indígenas da Sodiur, que haviam se oposto á demarcação contínua. Ou é para neutralizar reações ou é apenas vingança.
E no Governo
Com a saída do Mangabeira Unger perdemos um aliado. Sua campanha para o desenvolvimento e fortalecimento da Nação sempre apresentará algum fruto.
Com os tristes eventos no Senado, ressurge uma boa idéia: Reduzir o número de senadores a um por Estado, e designado pelo governador. Assim ele representaria realmente o seu Estado
Até a próxima semana, se Deus quiser.
Fonte: Defesanet
Assuntos: Meio ambiente
Recrudesce a pressão
7/jul/09 – ONGs do aparato ambientalista internacional e o Ministério Público abriram fogo contra a construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Encabeçada pela Friends of the Earth, sediada na Holanda, ajuizaram ações pedindo a anulação das licenças ambientais já concedidas, alegando falta de informações suficientes sobre índios ‘isolados’.
O Ministério Público eventualmente ajuda a engessar a economia e o desenvolvimento ao encampar as teses ambientalistas das ONGs. Isto faz com que a sociedade perca a confiança que a instituição deveria merecer como guardiã da ordem jurídica, missão só possível se houver desenvolvimento.
Ao invés de se preocupar com a política ambiental, o MP deveria estar preocupado com a corrupção governamental, com a violência urbana, com a barbárie em que vivem os índios e com o tráfico de drogas.
Na OMC, os EUA e a União Europeia propuseram a criação de uma lista com 43 produtos benéficos ao ambiente, que teriam as suas tarifas comerciais eliminadas. A lista não incluía o etanol mas sim tecnologias e peças para painéis solares, equipamentos para energia eólica e outros que eles desenvolvem.
As novas regras da OMC têm ainda uma mensagem clara: que o Brasil, a China e outros “emergentes” terão que de acelerar os cortes de emissões de carbono e outras imposturas do receituário “verde” ou enfrentarão barreiras socioambientais no mercado internacional. Uma amostra desse "neoprotecionismo verde" pode ser aquilatada na atual blitz contra o setor pecuário brasileiro
Em Aquila
Aos poucos, a realidade socioeconômica vai se impondo sobre a ideologia baseada na farsa do aquecimento global antropogênico. Os governos da China e da Índia deixaram claro que não pretendem sacrificar seus planos de desenvolvimento com as irreais e inúteis reduções no uso de combustíveis fósseis.
As declarações sobre metas de emissões adotadas na cúpula do G-8 desta semana, em Aquila, Itália, devem ser recebidas com cautela. As restrições às emissões de gases de efeito estufa envolvem custos enormes em troca de ganhos incertos. O enfraquecimento do consenso anticarbono é evidente. A desaceleração global está forçando a repensar se o controle de emissões justifica o custo.
Me enganem que eu gosto - Reunião do G8
Os países mais industrializados concordaram em tentar limitar o aumento da temperatura do planeta a este nível até 2050. Os líderes do G8 acordaram que os países desenvolvidos devem cortar suas emissões de carbono em 80% até 2050, a fim de que a redução global seja de 50%. Só não dizem como. Talvez possam usar alguma energia alternativa, mas será para inglês ver. Para nós, eles têm a receita: Desmatamento zero; não mais hidrelétricas; fim da agricultura e pecuária; nada de asfaltamento de corredores de exportação; reflorestamento, mas só com plantas nativas e depois... alguma espécie de protetorado, para garantir o meio ambiente
Me enganem que eu gosto - ONGs
67 ONGs estrangeiras serão proibidas de atuar no Brasil, por não terem se recadrastrado. Do total das ONGs recadastradas, 27 têm como atividade intermediar a adoção de crianças brasileiras por estrangeiros. Outras 15 estão ligadas a pesquisas científicas e ao meio ambiente, atividades aparentemente inofensivas.
Do grupo cadastrado não constam ONGs internacionalmente conhecidas que atuam no Brasil, como a WWF e o Greenpeace. Essas organizações foram criadas no exterior, mas, como já estão nacionalizadas, não precisaram se recadastrar e podem continuar atuando normalmente no País.
Vacas Sagradas na Índia, Arvores Sagradas na Amazônia
Do arcebispo Dom Dadeus Grings, ao criticar o radicalismo ambiental em conversa com a senadora Kátia Abreu : “Assim como na Índia há vacas sagradas, aqui no Brasil parece haver árvores sagradas”.
Evolução da Crise Financeira
Os Estados Unidos foram a economia mais produtiva do mundo. Até os anos 60 eram auto-suficientes em tudo. Viciados em consumir, passaram de exportadores a maiores importadores de tudo. De credores a maiores devedores. Há muito que o alto consumo americano é sustentado pelo endividamento, sustentado por dólares impressos em quantidades cada vez maiores. Hoje há consenso de que foram criados mais dólares do que bens, e que isto só funcionou enquanto os demais o entesourassem, mas em algum momento a bolha estouraria.
Precipitada a crise, tentando dar fôlego à economia americana, Washington imprime novos bilhões sem lastro. Isto só pode piorar a situação. Na reunião dos países do BRIC (Brasil, Índia, China e Rússia), discutiu-se a criação de nova moeda internacional como alternativa ao dólar e moeda de reserva. Nada se resolveu, mas ficou a idéia
Claro que os Estados Unidos terão de reduzir ainda mais drasticamente suas importações. Então, os países que vivem de exportar para lá ficarão engasgados. Milhões de chineses perderão seus empregos. Brasil e Rússia ficarão com suas exportações reduzidas por falta de mercado. Pela primeira vez na história da humanidade, mais de um bilhão de pessoas, concretamente 1,02 bilhão, sofrerão de subnutrição em todo o mundo”, adverte a FAO.
Já imaginaram as guerras e revoluções que isto provocará?
Enquanto isto, na Raposa
Reabrem-se os processos contra as lideranças indígenas da Sodiur, que haviam se oposto á demarcação contínua. Ou é para neutralizar reações ou é apenas vingança.
E no Governo
Com a saída do Mangabeira Unger perdemos um aliado. Sua campanha para o desenvolvimento e fortalecimento da Nação sempre apresentará algum fruto.
Com os tristes eventos no Senado, ressurge uma boa idéia: Reduzir o número de senadores a um por Estado, e designado pelo governador. Assim ele representaria realmente o seu Estado
Até a próxima semana, se Deus quiser.
As últimas da Doutrina Obama
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Por Bruno Pontes
Artigo em O Estado
Barack Hussein Obama segue dialogando. Em apenas seis meses de governo, o bacana já dialogou com vários ditadores e os impressionou com sua retórica presidencial dura e incisiva. Quando Obama dialoga, os inimigos dos Estados Unidos tremem.
Mahmoud Ahmadinejad, por exemplo. Enquanto a milícia dos aiatolás espancava e assassinava iranianos nas ruas de Teerã, Obama estudava a melhor maneira de expressar a posição do governo americano diante da selvageria. Depois de alguns dias calculando as palavras, quando já circulavam fotos de cadáveres ensangüentados e os próprios americanos se perguntavam por que o homem continuava calado, Obama foi enfático: se disse "estarrecido" com a repressão. Questionado por um jornalista da Fox News sobre a demora em se pronunciar em defesa dos manifestantes iranianos, Obama deu uma lição de diplomacia e explicou que não queria dar a impressão de estar se intrometendo no assunto dos outros. É com esse líder altivo que Ahmadinejad vai ter que lidar caso decida continuar aprontando. Duvido que tenha coragem.
Manuel Zelaya, com a ajuda de Hugo Chávez, tentou instaurar o bolivarianismo em Honduras. Fez isso conforme o manual bolivariano: passando por cima do Congresso, da Suprema Corte, da Constituição e dos demais recalcitrantes. Quando já estava tudo pronto para a coroação do novo tirano da região, as instituições hondurenhas, seguindo a Constituição, tiraram o pirulito da boca de Zelaya. A bandidagem latino-americana do Foro de São Paulo ficou re-vol-ta-da com tamanha afronta. Lula, Chávez, Fidel e Raúl Castro, Daniel Ortega, Rafael Correia – estão todos indignados.
Obama também. Ele se juntou aos socialistas da OEA e, com a prontidão que lhe faltou em relação ao Irã, ordenou: o povo de Honduras precisa aceitar o advento do bolivarianismo em nome da democracia. Da mesma maneira que, em nome da democracia, a OEA abriu as portas para o ingresso de Cuba, aquele paraíso libertário que atrai centenas de imigrantes dos Estados Unidos. Milhares de hondurenhos foram às ruas aplaudir a deposição de Zelaya e o chute na bunda do chavismo. Eles não querem socialismo. Esses hondurenhos receberam o comunicado de Washington: vocês estão errados. Aceitem o fantoche de Chávez de volta porque é o melhor pra vocês.
Enquanto escrevo, Obama está na Rússia. Foi dialogar com o presidente Dimitri Medvedev sobre o arsenal nuclear dos dois países. Obama, bacana do jeito que é, vai diminuir o estoque americano na esperança de que os russos, iranianos, norte-coreanos e sei lá mais quem desistam de seus programas nucleares. Uma mensagem de paz. Obama vai dar o exemplo! Fica a sugestão para as polícias do mundo: baixem suas armas na esperança de que os criminosos, emocionados com o gesto, façam o mesmo. Essa é a Doutrina Obama. Um sucesso de crítica entre os inimigos da civilização.
Por Bruno Pontes
Artigo em O Estado
Barack Hussein Obama segue dialogando. Em apenas seis meses de governo, o bacana já dialogou com vários ditadores e os impressionou com sua retórica presidencial dura e incisiva. Quando Obama dialoga, os inimigos dos Estados Unidos tremem.
Mahmoud Ahmadinejad, por exemplo. Enquanto a milícia dos aiatolás espancava e assassinava iranianos nas ruas de Teerã, Obama estudava a melhor maneira de expressar a posição do governo americano diante da selvageria. Depois de alguns dias calculando as palavras, quando já circulavam fotos de cadáveres ensangüentados e os próprios americanos se perguntavam por que o homem continuava calado, Obama foi enfático: se disse "estarrecido" com a repressão. Questionado por um jornalista da Fox News sobre a demora em se pronunciar em defesa dos manifestantes iranianos, Obama deu uma lição de diplomacia e explicou que não queria dar a impressão de estar se intrometendo no assunto dos outros. É com esse líder altivo que Ahmadinejad vai ter que lidar caso decida continuar aprontando. Duvido que tenha coragem.
Manuel Zelaya, com a ajuda de Hugo Chávez, tentou instaurar o bolivarianismo em Honduras. Fez isso conforme o manual bolivariano: passando por cima do Congresso, da Suprema Corte, da Constituição e dos demais recalcitrantes. Quando já estava tudo pronto para a coroação do novo tirano da região, as instituições hondurenhas, seguindo a Constituição, tiraram o pirulito da boca de Zelaya. A bandidagem latino-americana do Foro de São Paulo ficou re-vol-ta-da com tamanha afronta. Lula, Chávez, Fidel e Raúl Castro, Daniel Ortega, Rafael Correia – estão todos indignados.
Obama também. Ele se juntou aos socialistas da OEA e, com a prontidão que lhe faltou em relação ao Irã, ordenou: o povo de Honduras precisa aceitar o advento do bolivarianismo em nome da democracia. Da mesma maneira que, em nome da democracia, a OEA abriu as portas para o ingresso de Cuba, aquele paraíso libertário que atrai centenas de imigrantes dos Estados Unidos. Milhares de hondurenhos foram às ruas aplaudir a deposição de Zelaya e o chute na bunda do chavismo. Eles não querem socialismo. Esses hondurenhos receberam o comunicado de Washington: vocês estão errados. Aceitem o fantoche de Chávez de volta porque é o melhor pra vocês.
Enquanto escrevo, Obama está na Rússia. Foi dialogar com o presidente Dimitri Medvedev sobre o arsenal nuclear dos dois países. Obama, bacana do jeito que é, vai diminuir o estoque americano na esperança de que os russos, iranianos, norte-coreanos e sei lá mais quem desistam de seus programas nucleares. Uma mensagem de paz. Obama vai dar o exemplo! Fica a sugestão para as polícias do mundo: baixem suas armas na esperança de que os criminosos, emocionados com o gesto, façam o mesmo. Essa é a Doutrina Obama. Um sucesso de crítica entre os inimigos da civilização.
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